O meu parto e como a fisioterapia me ajudou com isso


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Já escrevi dezenas de páginas sobre partos, posturas, situações do pós-parto e saúde da mulher ao longo da minha carreira dedicada a este assunto. Sou fisioterapeuta, mestre e doutora em Saúde da Mulher, mas sem dúvida, vivenciar meu próprio parto foi uma descoberta incrível, até hoje me emociono com esta conquista.

A Gravidez

Não senti absolutamente nada a gravidez inteira a não ser meu bebê mexer a partir da 18ª semana de gestação.

Ao longo da gestação fui acompanhada por uma pessoa maravilhosa que não só cuidou de mim, mas fez parceria com os cuidados dos demais profissionais (inclusive eu mesma) me deixando sempre segura e me acalentando nos momentos em que a paciente se sobressaia da profissional (quando é com a gente a coisa muda de figura e muito se “esquece” do que se sabe).

Como profissional de saúde que trabalha com gestantes há 18 anos, escutei, vi e vivenciei muitos relatos da gravidez, parto e puerpério. Esperei sentir muita coisa que havia não só vivenciado na teoria e na prática ao longo desse tempo. Muita coisa me foi poupada, se fiquei frustrada? Não. Pois pude viver uma gravidez plena. Fiz todos os exercícios possíveis, segui todas as orientações que dou as minhas pacientes, fui a nutricionista, a endócrino, a dermato, a academia… Peguei peso, subi escada, me agachei, caminhei e trabalhei até o finalzinho (na verdade só parei porque as pessoas já estavam perguntando demais e ansiando mais do que eu o parto). Fiz tudo o que tinha direito. Fiz tudo o que desejava. Fiz tudo o que sonhava.

O parto – o começo

De uma gravidez dos sonhos de muita gente para um parto tranquilo e rápido. Muita gente me questionava a respeito do tipo de parto. Eu nunca me preocupei com isso, o tipo de parto não me incomodava. Na verdade eu nunca desenhei uma gravidez ou um parto dos sonhos, eu queria era viver, na minha plenitude, com todo o meu ser, de corpo e alma e o fiz.

Meu parto foi induzido. Com quase 42 duas semanas de gestação meu filho não dava sinais de que iria sair tão cedo, então optamos por induzir o parto. Na literatura há relatos de que o parto induzido é mais intenso e mais doloroso, mas eu não tive uma dúvida sequer a respeito disso, queria que meu filho ‘fosse avisado que estava na hora de sair do conforto da barriga da mamãe’ e não importava o tipo de parto que seria ou se eu sentiria dor, mas que ele soubesse que estava nascendo.

A maratonista

Foram colocados ao todo três comprimidos para induzi