Empoderamento

March 2, 2019

 

Empoderamento é uma consciência expressa em ações para fortalecer as mulheres e desenvolver a equidade de gênero.

 

Empoderar-se é ter consciência de si mesmo e esse auto poder possibilita emancipação individual e consciência coletiva.

 

 

Saber que é capaz ou simplesmente capacitar-se para tal ação desejada. E essa ação tem que ser desejada por você e só por você. Devolve poder e dignidade e dá liberdade de controlar seu próprio destino, com responsabilidade e respeito ao outro.

 

 

Em inglês 'empoderamento', empowerment pode ser traduzido como “delegação de autoridade”, delegação de poderes de decisão, autonomia e participação. É ser e estar ativo, atuante.

 

 

Qual papel das empresas neste movimento?

 

O empoderamento está presente em grandes ações, como quando empresas quebram preconceitos e tem uma política interna de equidade e você pode trabalhar sem medo de engravidar ou de se colocar em uma reunião só por ser mulher ou só por ser loira ou por ser estudante ou não formada.

 

 

Uma empresa onde todos tem voz e vez é uma empresa onde o empoderamento está presente em massa. Ninguém se sente menor ou pior do que outro, todos são iguais.

Mas não podemos confundir 'Empoderamento' com 'Feminismo', pois são diferentes em muitas questões:

 

  • Feminismo é um movimento.

  • Empoderamento é uma consciência.

  • Feminismo é coletivo.

  • Empoderamento é primeiramente individual.

  • Feminismo é movimento.

  • Empoderamento são posturas, modo de agir, de se portar, de se colocar

 

Empoderamento na hora do parto

 

Quando alguém fala, geralmente uma doula, “Eu vou empoderar você” ou “Aquela mulher não foi empoderada completamente no parto” são termos errados.

 

Porque ninguém empodera ninguém. Ninguém dá poder a ninguém. O poder não vem do externo. Ele vem de dentro, é próprio, está ali.

 

O empoderamento surge da sua capacidade de se conectar consigo mesma e seguir, de conhecer, de fazer o que você quer, o que você acredita.

 

Pessoas oprimidas, ou seja acanhadas, quietas, reprimidas, tem menos “atenção” da sociedade e não tem consciência do seu próprio poder.

 

Um exemplo é no trabalho de parto, a mulher não pode pensar que não vai aguentar o trabalho de parto ou que é muito moderna para ficar sofrendo horas e horas ou então que é frágil, imatura e que não vai conseguir.

 

Ao contrário, precisa acreditar em si mesma.  Acredite no seu corpo, na sua capacidade. Tantas e tantas mulheres de tantas formas e jeitos de ser parem diariamente, porque você não consegue? Por que alguém disse que você não consegue? Ou por que alguém sempre te apontou como incapaz de fazer algo?

 

Empodere-se do seu corpo! Empodere-se de si mesma! Só você pode querer ou não um parto vaginal. Só você pode decidir por isso! Só você pode confiar no seu corpo, na sua vontade, no seu desejo e ir em busca disso.

 

Ele está também no dia a dia, nas pequenas coisas como por exemplo você decide sair de casa pela primeira vez sozinha depois que teve filho, vai ser dolorido, mas você sabe que é capaz, quer fazer, decide e faz.

 

Ou quando você decide viajar sozinha para longe e deixa seu filho pequeno sozinho com o pai. Mas você quer fazer, sabe que dá conta e faz mesmo sendo sofrido.

 

Empoderar é produzir o poder de participação no campo social, político, econômico, familiar. É conceder o poder de participação.

 

Ninguém empodera ninguém. Como fica essa questão?

 

 

Eu posso dar o poder de participação a determinada pessoa e ela não agir, ela continuar inerte, parada, sem ação, sem a efetiva participação.

 

A decisão de agir, de tomar suas forças e de participar é somente da pessoa. Ela precisa pegar esse poder para si e transformar sua vontade em ações.

 

 

O empoderamento feminino realmente surgiu do movimento feminista e como já foi dito antes que empoderamento é uma consciência, consciência do feminismo, do que as mulheres podem. Mas não é só feminino, empoderamento é global, universal, multidirecional.

 

Ele está ligado à busca do direito das mulheres e a participar de debates públicos e tomar decisões que sejam importantes para o futuro da sociedade, principalmente nos aspectos relacionados à mulher, dos aspectos que influenciam a sua vida.

 

O empoderamento feminino também é um desafio às relações patriarcais. Às relações do poder dominante do homem e dos privilégios de gênero.

 

Este conceito luta por uma mudança na dominação tradicional dos homens sobre as mulheres, garantindo a elas a autonomia no que se refere ao controle de seus corpos, da sua sexualidade, da sua liberdade.

 

Querer ter um parto normal e lutar por isso, não é manifestação, é direito. O corpo é meu, a decisão de como vou parir também é minha.

Ninguém empodera ninguém, lembre-se disso. Mas podemos ajudar às pessoas a encontrarem dentro de si a vontade e a força para agir.

 

Quer saber mais? Deixe seu comentário!

 

 

 

 

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