Como curtir (bem) as viagens de férias durante a gravidez

 

 

Durante a gravidez, uma viagem pode ser aquele último momento de curtir só o casal, ou mimar um pouquinho os filhos mais velhos ou até de ir fazer o enxoval no nenê num lugar mais barato, não é mesmo?

 

Aproveite e tire um tempinho para vocês, que com certeza merecem!

 

Riscos durante a viagem

 

Mas, minhas queridas, viajar na gravidez pode apresentar riscos para a mãe e para o feto.

 

Hãm? Como assim? Risco? De quê?

 

Tá, vamos lá. Vou citar alguns, riscos de:

  • inchar, ficar muito tempo numa posição e ter a circulação dificultada

  • sair da rotina e não se alimentar direito ou não beber líquidos direito e desidratar

  • sofrer alguma intoxicação ou indigestão por alimentos que não são corriqueiros seus

  • pegar muito peso da mala

  • fazer muito esforço, muita atividade que não está acostumada como caminhar demais e no sol...

 

Parece uma questão de bom senso, não parece? Mas não é!

 

Muitas grávidas não sentem nada durante a gravidez inteira e quando viajam nem passa na cabeça que na gravidez existem alguns cuidados a serem tomados, já que a vida delas está normalíssima.

 

Mas sim! Cuidados devem ser tomados e o planejamento tanto da viagem como dos passeios e do socorro caso algo aconteça é importantíssimo.

 

O primeiro passo é avisar o seu obstetra da sua intenção de viajar.

 

Ele será o primeiro a dizer a você se há ou não impossibilidade para tal.

 

Diga a ele:

  • para onde pretende ir,

  • como pretende ir,

  • quando pretende ir,

  • quanto tempo pretende ficar e

  • o que vai fazer lá

 Depois da “liberação” dele, agora você pode planejar direitinho a viagem, nos mínimos detalhes.

 

Primeiro passo do sucesso da gestante "o planejamento da viagem"

 

O primeiro passo é verificar se para onde você está indo tem algum hospital, médico obstetra, a distância de onde você pretende ficar, e para ir ao hospital e se lá aceitam o seu convênio médico.

 

Escolha locais onde você não precise ficar muito afastada dos centros urbanos. Primeiro pelo socorro mais rápido e segundo pela possibilidade de encontrar atendimento.

 

Existem lugares (fora do Brasil também, viu?) que o atendimento ou o local de atendimento demoram.

Mais do que o meio de transporte, é mais importante pesar o tempo de gravidez e a distância (tempo) da viagem.

 

Viagens que você precisa ir de avião, pegar um trem, depois um táxi e em seguida um ônibus...

Tá, sem exageros!

 

Mas, locais que você precisa pegar vários meios de transporte ou porque a viagem é muito longa, ela deve ser fracionada em mais trechos, com um tempo de descanso maior entre cada um deles e se possível uma noite de repouso no meio.

 

Tanto na ida quanto na volta, tá? Fracione!

Vamos pensar no tempo de gestação!

 

No primeiro trimestre há toda a adaptação hormonal à gravidez, a mulher tem muito enjoo e isso pode dificultar a viagem. (Eu disse pode!)

 

No terceiro trimestre há o risco de parto prematuro, da mulher se cansar mais rápido nos passeios, de “não dar conta” da viagem, inclusive com mais propensão a inchaços.

 

Portanto, o melhor período para viajar é no segundo trimestre, que a mulher sente menos desconforto, passam os enjoos e a mulher se sente mais segura e disposta.

 

Mas, teoricamente nada impede uma viagem em qualquer fase da gravidez.

Isso deve ser avaliado caso a caso; de acordo com cada mulher, cada gestação, lugar da viagem, tempo de viagem, meio de transporte etc.

 

Ah, veja se o local que você vai exige algum tipo de vacina e se você pode tomá-la durante a gravidez.

 

Existem algumas vacinas que não podem ser ministradas na gestação. Confira com o seu médico e com o posto de saúde, ok?

 

 

Passo dois: "planejamento dos passeios"

 

Passeios distantes ou que requerem muito tempo dentro de um ônibus ou carro também não são legais.

 

Neles, a mulher precisa passar muito tempo em uma mesma posição e a propensão a inchaços está a toda prova.

 

Inclua nos passeios momentos de parada para descansar, para sentar, se alimentar e se hidratar adequadamente.

 

Tá, você dá conta. Eu sei que dá!

Mas inclua, esses momentos para cuidar de você e do seu bebê, você não terá como voltar no tempo e fazer isso novamente.

 

Sua gravidez é única e esse é o momento de cuidar da formação do seu bebê, prevenindo qualquer imprevisto indesejado.

 

Portanto, pare de vez em quando, estire as pernas, sente um pouco, beba uma bebida refrescante e se alimente saudável.

 

Outra coisa, importante é lembrar que passeios de buggy nas dunas de Natal, por exemplo, tirolesa, bungee jump, cavalgar, andar de moto, usar toboáguas e pular de asa delta são atividades contra-indicadas pelo risco de choque (batida, pancada).

 

Tem outra coisa muito importante: conheça as regras do lugar para grávidas.

Por exemplo: você tem a liberação do seu médico, está com as vacinas em dia e escolheu um passeio de barco no Amazonas, pagou com antecedência e a família inteira vai junto conhecer os botos, ah.... Mas na hora do check-in, vocês são informados que aquela embarcação não aceita gestantes na idade gestacional que você está e você não poderá participar do passeio.

 

Que droga, não é?

Com tudo planejado?

O que fazer?

Mudar os planos da família inteira ou ir sozinha para o hotel esperar eles voltarem?

 

É legal se informar das regras do lugar e do passeio que você escolheu com antecedência, tá?

 

Ninguém vai perguntar se você está grávida na hora de vender o ingresso (né?!)

 

 

Os possíveis riscos das viagens durante a gestação

 

Já falei alguns deles, mas vamos lá:

  • inchaço transitório

  • edema persistente

  • cansaço

  • tontura

  • desmaio

  • descolamento da placenta

  • sangramento

  • perda de líquido

  • trauma na barriga

Use o cinto de segurança o máximo de tempo possível, qualquer acidente, freio ou deslocamento brusco, você sofrerá menos impacto.

 

O mito de que o cinto vai machucar o bebê já nem entra mais na discussão, não machuca e o risco de você bater no banco da frente ou no painel do carro é muito maior e pode causar até a morte do bebê.

 

Use o cinto o tempo todo, mesmo no banco de trás!

 

 

O que pode ou não pode fazer durante as viagens de férias?

 

Além dos passeis que comentei acima, não abuse das caminhadas, lembre-se de descansar e nada de passar o dia inteiro na rua sem paradas para descanso!

 

Tome cuidado com insolação e desidratação!

 

Mergulho só pode ser feito na superfície, com snorkel. Com cilindro é contra-indicado durante a gravidez.

 

Cuidado com malas pesadas.

Peça para outra pessoa pegar sua bagagem para que você não faça trancos, não caia e não bata com a mala (ou o chão) na barriga.

 

Sugestões de onde não ir?

 

Áreas com doenças endêmicas e surtos: há muitas regiões que sofrem com essas situações. O risco não vale, informe-se!

 

Destinos exóticos: apesar de convidativos e cada vez mais interessantes, infelizmente muitos deles tem comidas desconhecidas para nós, higiene precária e condições ruins para o conforto da gestante. Não são todos, mas avalie se as condições mínimas locais vão te atender bem.

 

Locais muito quentes: a maioria das grávidas passa calor e o desconforto será ainda maior em uma praia ou cidade muito quente. Mesmo que seja com água, analise se a temperatura mais te agrada do que te incomoda.

 

Praias badaladas em altíssima temporada, parques de diversão em época de férias e quaisquer locais muito cheios: ok, muitos locais tem filas preferenciais pra gestantes, mas nas épocas de grande pico, vale avaliar se pegar todas as filas – mesmo que preferenciais – vale a pena, afinal tem fila pra tudo. E as aglomerações não são legais na gestação pelo abafado, pelo risco de bate-bate e de uma “rota de fuga” difícil.

 

Destinos de Aventura: nem precisa dar muitos detalhes, né? Mas, fica difícil pra grávida aguentar trilhas, acampamentos e qualquer coisa que exija mais esforço. É quase óbvio, mas se já tem uma caminhada relativamente longa, é melhor deixar pra outra hora.

 

 

O que comer e o que evitar

 

Este item não foge nada de toda a gravidez no geral.

 

Coma saudável e dê preferência a alimentos frescos; frutas, legumes e verduras, evitando industrializados, condimentados, açucarados e com muita cafeína e sódio.

 

Ah, muita, muita água!

 

E claro, dá pra provar uma comida nova, mas tenha cautela e cuidado com a contaminação, com infecção e com possíveis desarranjos intestinais.

 

 

Os itens que não podem faltar na sua mala durante a viagem

 

Documentos básicos das gestantes;

  1. carteira de identidade,

  2. carteira do convênio

  3. cartão da gestante.

 

Caso você esteja tomando algum remédio, lembre-se de levar na quantidade que vai precisar durante a viagem, não vamos correr o risco de não encontrar o medicamento e ficar sem tomar neste período porque não encontrou.

 

Protetor solar sempre, mesmo no frio, na neve.

 

Chapéu.

 

Um casaquinho caso esfrie ou vente um pouco.

 

Roupas e sapatos leves e confortáveis.

 

 

Bagagem de mão

 

Leve na bagagem de mão seus documentos pessoais junto e dos remédios de uso contínuo. Não vamos correr o risco de a bagagem despachada ser extraviada e você ficar sem seus documentos ou sem seus remédios, não é?

 

Leve também uma troca de roupa e uma calcinha limpa, o metabolismo da grávida é mais rápido, ela pode ficar mais cansada, mais suada e mais incomodada com a roupa molhada de suor.

 

Água. Gestantes se desidratam com facilidade. Tome um litro de água para cada 4-5 horas de viagem, tá?

 

E um lanchinho mais prático, fruta (cuidado que existem destinos, principalmente internacionais que não permitem que levemos frutas) e uma bolachinha mais saudável.

 

Ah, e a Mamãe Organizada me deu uma dica super valiosa: não esqueça dos telefones de emergência; seu médico, do convênio, do seus acompanhantes de viagem ou de quem ficou na sua cidade e pode te auxiliar.

 

 

Permissão de viagem

 

Navios e barcos de cruzeiro permite gestantes até 21 semanas e com a autorização do médico que deverá estar em mãos.

 

Atrações turísticas, como em parques de diversão e destinos de aventura, também não permitem muita coisa às gestantes, programe-se e informe-se bem antes.

 

De ônibus, não existe restrição, mas destinos mais longos precisam de uma declaração do obstetra.

 

De avião, qualquer mulher grávida pode viajar (desde que não tenha complicações médicas).

Cada companhia aérea tem sua própria regra, mas no geral é autorizada a viagem até 28 semanas de gestação sem a liberação médica.

 

Mas, leve sempre os documentos da gestante e a liberação médica para a viagem (por escrito) que tem data de expiração e dependendo da companhia aérea é necessária também apresentação do termo de responsabilidade assinado.

 

 

A partir de 36 semanas de gestação as companhias aéreas só permitem o embarque da grávida mediante o preenchimento de um formulário por ela gestante, seu médico e passar pela avaliação da companhia enviado com antecedência de 72 horas do voo.

 

 

Em alguns casos, a gestante pode ser barrada ou precisa estar acompanhada de seu médico obstetra durante o voo. Essas condições normalmente são exigidas na fase final da gestação.

 

Lembre-se de pedir por assentos reservados para gestantes! 

 

Geralmente eles têm maior espaço para alocação das pernas e estão no corredor, facilitando a saída da mulher do assento para ir ao banheiro e se exercitar.

 

Durante voos longos é indicado que as gestantes levantem por um tempo, estiquem as pernas e tentem movimentar e exercitar como possível as pernas. O uso de meias de compressão é indicado também para diminuir os riscos de coágulos e trombose.

 

Antes de comprar uma passagem aérea durante a gravidez é melhor que entre em contato com a companhia aérea para ter certeza de que poderá embarcar e saber ao certo quais documentos são necessários. Cada empresa age de acordo com um regulamento e por isso verificar suas condições específicas é muito importante.

 

Não é recomendável a viagem sete dias antes ou sete dias depois do parto.

 

 

 

Planejamento dos looks para viagens das gestantes

 

Mais do que tudo. Conforto!

 

Você vai para um lugar frio? ´Às vezes a roupa que você tem guardada não vão servir na gravidez.

 

Prove tudo antes e se certifique que:

  • cabe em você grávida e

  • que caberá na época da viagem, mesmo que você inche um pouco e

  • que ficará confortável.

 

Na negativa de alguma dessas opções, compre, alugue ou peça emprestada uma peça diferente, uma basta. Use e abuse dela, mas nada que aperte.

Se for para o calor, lembre de estar protegida do sol, mas com roupas que não lhe façam passar muito calor.

 

 

Os extremos de temperatura são prejudiciais ao desenvolvimento fetal.

Proteja-se!

 

Na Megadose, minha parceira, há uma série de roupas que dá pra usar desde o comecinho da gravidez até o final da gravidez e no pós-parto.

 

São peças práticas, que não amassam, lindas, descoladas, fashion e até com citronela... Legal, né? 

 

Opte por sapatos e roupas confortáveis para que o trajeto seja tão prazeroso quanto a estadia. Já o uso de meias de compressão pode ajudar a prevenir coágulos sanguíneos.

 

 

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