Amamentação – desafios, dificuldades e alegrias.


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Quem passou totalmente ilesa da amamentação ou esteve livre dessas pequenas ‘torturas’ da maternidade que levante a mão!

O meu histórico do binômio mama-amamentação vem de longa data. Aos 15 anos passei por uma redução de mama, pois tinha os seios muito grandes e que me prejudicavam física, social e psicologicamente.

Naquele momento a frase ‘provavelmente você não consiga amamentar’ não significou nada para mim.

Com o passar dos anos, da faculdade, dos estudos como fisioterapeuta obstétrica e do trabalho com gestantes por tanto tempo, o ‘não amamentar’ foi tomando outro entendimento, ou significado, foi se esclarecendo. Pensava até (…) Tudo bem, vai ser difícil eu sei, mas… EU VOU TENTAR!

O primeiro desafio era o meu mamilo invertido. Sempre fiz exercícios para o mamilo, até porque sou da época de fazer exercícios e fazia sim, com muita dor às vezes, porém nada do meu mamilo sair. Nunca. Nada mudou e fazia religiosamente, direitinho mesmo e nenhuma mudança. Ele sempre foi pra dentro, sempre ficou lá e ponto final!

Durante a gravidez

Quando engravidei eu não me preocupei com a amamentação, afinal de contas, eu sabia exatamente o que fazer, oriento e faço com minhas pacientes o passo a passo da amamentação e ele estava dentro da minha cabeça. Eu sabia como fazer o bico, como colocar na boca do nenê, como deveria ser a pega dele, as posições de amamentar… Uma das primeiras coisas que comprei do enxoval foi uma bomba elétrica, eu sabia que teria dificuldades na amamentação, não queria desistir e a bomba seria uma grande aliada. Ah e minha gravidez foi ótima, tranquila. Com 26 semanas já havia produção do colostro. Ufa! Vai dar certo eu pensava. Pelo menos leite fácil eu vou ter. Que maravilha!

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No pós parto

Após o parto, hummmm, imediatamente após o parto (nos primeiros minutos mesmo), tentei colocar meu nenê no peito. Fiz o bico com os dedos, belisquei mesmo e enfiei na boca dele, deu uma sugadinha e só, mais nada. As enfermeiras nos deixaram sozinhos, fui para a maca ainda toda suja e meu marido me ajudou novamente a tentar colocar o peito na boca dele. Novamente uma sugadinha e nada.

Ahhh, eu estava querendo era ficar olhando a carinha dele e não tentei mais naquele momento. Sempre digo para as minhas ´pacientes; faça o que seu coração quiser, sem exageros e seja feliz. Eu já tinha tentado por duas vezes por obrigação mesmo, por saber dos benefícios da amamentação na primeira hora após o nascimento, agora era hora de relaxar e curtir o nosso momento, só nós três.

Chegando no quarto, eu queria era comer e relaxar enquanto olhava o meu bebê que dormia ao meu lado.

Exatamente 3 horas após o parto ninguém da enfermagem aparecia, então eu pequei meu pequeno nos braços e coloquei o peito na boca dele. E… ele sugou! Que coisa mais linda, que sensação maravilhosa de sucesso! Tinha tanto medo de não conseguir.

E eu não acreditava que tinha conseguido. Tirei foto, filmei, chorei, ri muito. Foram 30 minutos na mama esquerda e 22 minutos na direita. Talvez por saberem que sou da área da saúde (essa dúvida ainda me martela a cabeça) nenhuma enfermeira da maternidade veio me ajudar ou orientar na amamentação. Depois da minha vitória solo, no máximo o que perguntaram foi se ele mamou, beliscaram o meu bico e disseram ‘ah, você vai ter dificuldade’. Tudo bem, fui pra casa tranquila, pois ele estava mamando bem, fez cocô e xixi e tudo estava normal.

Na saída da maternidade

Quando sai da maternidade, fiz a amamentação em livre demanda nos primeiros três dias, mas eu sou metódica demais e pra mim tudo é muito bem organizado e quando me vi, já estava contando as horas. A cada três horas eu me beliscava meu peito, fazia um bico no meu mamilo e enfiava na boca dele. Nooosssaaaaa! Era muito tempo de mamada. Às vezes ele mamava 40 minutos, às vezes 1 hora inteira sem parar.

Mas eu, na pele de mãe de primeira viagem, aquelas que tem dúvida de tudo, que não tem certeza se está certa, sabe? Marquei logo um horário no banco de leite. Ahhhh, eu queria saber se estava tudo certo mesmo, se eu estava fazendo a pinça certa, se ele estava com a pega correta… Essas coisas.

Minha visita ao Banco de Leite

A primeira coisa que fizeram no banco de leite foi enfiar uma máquina nos meus seios e puxar ‘o leite’. Mas o que saiu foi sangue, o aparelho feriu meu seio na hora. Aquilo é pra tirar leite? Sabe o que foi pior? Ela não falou nada, só enfiou aquilo no peito e sugou. A desculpa que eu ouvi foi: ‘ você já devia estar ferida’.

Ferida? Eu? Não, querida, eu não estava ferida, eu sei o que é um mamilo ferido, o meu não estava e também sei como é um sangue novo, recém cortado, além da dor no mamilo, dor co